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1º caso de fungo resistente a antifúngicos é registrado no Brasil

O surgimento do Trichophyton indotineae no Brasil levanta preocupações sobre a resistência a antifúngicos e a possibilidade de transmissão entre pessoas. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento e diagnóstico preciso da infecção, que já é uma preocupação crescente em outros países.

Brasil registra 1º caso de infecção pelo fungo Trichophyton indotineae, resistente a antifúngicos, em um homem de 40 anos, residente em Londres e atendido em Piracicaba (SP).

Identificado pela Santa Casa de São Paulo em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP, o caso foi divulgado em 24 de fevereiro na revista Anais Brasileiros de Dermatologia.

A infecção ocorreu após o paciente viajar para países da Europa e da Ásia, onde o fungo já circula. O Trichophyton indotineae causa lesões na pele e coceira intensa, mostrando resistência a tratamentos convencionais.

O paciente não melhorou com o uso de terbinafina, necessitando de ajuste no tratamento. Após remissão inicial, os sintomas retornaram com a interrupção.

Até o momento, o caso é considerado importado, sem transmissão local. O paciente, sem comorbidades, apresentou lesões desde janeiro de 2024, após viagens à Eslováquia, Áustria, Hungria e Polônia no 2º semestre de 2023.

Em março de 2024, foi prescrita terbinafina 500 mg/dia por 14 dias. A publicação alerta para a subnotificação e a identificação incorreta de casos no Brasil.

A resistência ao tratamento é preocupante, com cerca de 50% dos casos ocorrendo entre familiares devido à partilha de objetos pessoais.

A identificação correta do fungo é desafiadora, pois a sequenciação de DNA, método mais preciso, não é usada rotineiramente.

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