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13 presos em crise pós-eleitoral na Venezuela são libertados

Libertação ocorre em meio a protestos e reivindicações por direitos humanos; mil pessoas ainda estão detidas no país. Organizações alertam para a incerteza das famílias que aguardam a liberdade de seus entes.

Treze pessoas foram libertadas no contexto da crise política da Venezuela, após as polêmicas eleições do ano passado, conforme informou o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.

Após a declaração de Nicolás Maduro como vencedor das eleições presidenciais, surgiram protestos que resultaram em 28 mortes e mais de 2 mil detidos.

O Comitê celebrou as libertações, mas alertou sobre o uso arbitrário dessas ações, o que aumenta a insegurança para aqueles que ainda aguardam liberdade.

Segundo a organização, pessoas doentes e “isoladas” permanecem em prisões, como em Tocorón, El Helicoide e El Rodeo.

Além disso, ainda estão detidos quatro adolescentes, além de mulheres, sindicalistas, estudantes e ativistas.

As autoridades venezuelanas negam que existam detenções políticas, alegando que são parte de complôs. O governo não se pronunciou sobre as libertações recentes.

Entre os libertados estão Américo de Grazia e o pré-candidato presidencial Pedro Guanipa, cujo irmão destacou que ser familiar de presos políticos é como estar encarcerado.

Oito mil pessoas continuam detidas por questões políticas, enquanto o Foro Penal contabiliza 815 presos relacionados à crise pós-eleitoral.

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