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3 chaves para entender as manifestações na Turquia

Protestos na Turquia aumentam em resposta à prisão de Ekrem Imamoglu, líder da oposição, despertando temores de uma repressão política. Os manifestantes clamam por democracia e a restituição de seus direitos, desafiando o governo de Erdogan, que enfrenta crescente pressão interna e externa.

Protestos na Turquia: Desde quarta-feira passada (19/3), dezenas de milhares têm se mobilizado contra a prisão de Ekrem Imamoglu, o principal rival político do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Imamoglu, prefeito de Istambul e líder do Partido Popular Republicano (CHP), está entre mais de 100 detidos sob acusações de corrupção. Os protestos já resultaram em mais de 1,1 mil detenções e confrontos violentos com a polícia.

O ministro do Interior, Ali Yerlikaya, disse que os manifestantes "abusaram" do direito à manifestação e que a ordem pública não será perturbada. Erdogan acusou o CHP de polarizar o povo, enquanto a oposição afirma que sua prisão é uma tentativa de golpe de Estado.

Causas dos protestos: A mobilização começou após a detenção de Imamoglu, levando milhares a saírem às ruas em diversas cidades, gritando slogans como "Erdogan ditador!" e "Imamoglu, você não está sozinho!". Em resposta, o governo impôs restrições a manifestações em Istambul e bloqueou redes sociais.

Imamoglu, popular por seu estilo gentil e por atrair eleitores mais conservadores, foi o único candidato nas primárias do CHP, recebendo quase 15 milhões de votos simbólicos, apesar da sua prisão.

Perfil de Ekrem Imamoglu: Nascido em 1970, Imamoglu é visto como a maior ameaça à liderança de Erdogan após vencer a eleição para prefeito de Istambul em 2019. Ele tem um histórico de vitórias eleitorais desafiando o governo.

Respostas de Erdogan: O presidente Erdogan, no poder há 22 anos, afirmou que a Turquia não se renderá a protestos e que Imamoglu representa uma ameaça. A oposição vê a sua prisão como um ataque à democracia e um sinal da crescente autocracia.

A situação política na Turquia está tensa, com possíveis eleições antecipadas e especulações sobre a mudança dos limites de mandato presidencial. A Comissão Europeia pediu à Turquia que respeite valores democráticos.

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