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56% fazem trabalho extra para complementar renda em capitais, diz pesquisa

Pesquisa revela que 56% da população nas capitais brasileiras enfrenta a necessidade de trabalhos extras para complementar a renda. Indústrias que envolvem serviços gerais e vendas de produtos usados são as mais recorrentes entre os entrevistados.

56% da população consultada em pesquisa precisa fazer trabalhos extras para complementar a renda.

As atividades mais citadas foram:

  • Serviços gerais (17%) - faxina, manutenção, reformas, jardinagem.
  • Venda de roupas e artigos usados (12%).
  • Produção de alimentos em casa (9%).
  • Revenda de cosméticos (8%).
  • Motorista ou entregas por app (7%).

A pesquisa "Viver nas Cidades: Desigualdades" foi lançada em 28 de setembro de 2023 pelo Instituto Cidades Sustentáveis. O levantamento foi feito online com pessoas de 16 anos ou mais, nas capitais investigadas.

Dos entrevistados, 37% não precisaram de atividades extras nos últimos 12 meses. Entre os que realizaram, 68% têm renda familiar de até dois salários mínimos. Também houve destaque em grupos de pretos e pardos (63%) e evangélicos (63%).

Belém (70%) e Manaus (69%) tiveram as maiores proporções de pessoas que fizeram bicos, enquanto Porto Alegre teve a menor (47%). Em São Paulo, 53% dos entrevistados também recorreram a trabalhos extras.

Quarenta por cento dos entrevistados consideraram sua renda estável, enquanto 34%Jorge Abrahão afirmou que a situação de estabilidade é positiva, mas ressalta a dificuldade em manter um padrão de vida digno.

Quanto ao consumo, 41% diminuíram a compra de carnes e 29% aumentaram a compra de ovos. A inflação influenciou essas mudanças nos hábitos de consumo.

A pesquisa revelou que 66% dos entrevistados acreditam que a fome e a pobreza aumentaram nas capitais, embora dados da ONU indiquem que o Brasil saiu do Mapa da Fome.

Por fim, no tópico de mobilidade social, 72% dos entrevistados afirmaram ter alcançado uma escolaridade maior que a dos pais.

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