A “adultização”, a infantilização de adultos e os brasileiros de Pavlov
Vídeo "Adultização" gera polêmica e confrontação sobre a erotização infantil e o papel da política na proteção das crianças. Críticas apontam hipocrisia na defesa de valores protectores enquanto políticos associam-se a figuras investigadas por exploração infantil.
O vídeo “Adultização” critica a erotização precoce de crianças e a participação de adolescentes em atividades para o sustento familiar.
A repercussão desse vídeo traz à tona a infantilização coletiva da sociedade brasileira e a histeria da imprensa.
A crítica ao material é severa: afirma-se que as premissas são falsas e as conclusões, absurdas. O vídeo é também acusado de hipocrisia, já que muitos de seus críticos praticam ou toleram comportamentos semelhantes.
Um exemplo notório é a visita do presidente Lula a Recife, onde ele homenageou o cantor Anderson Neiff, cujas declarações e ações são questionáveis, especialmente considerando investigações de exploração infantil em torno dele.
Neiff é aliado de Hytalo Santos, outro personagem central do vídeo, que é investigado por incidentes graves relacionados a crianças. As letras de suas músicas e mensagens particulares a menores levantam questões éticas e legais.
A reação do governo e da imprensa reflete uma falha intelectual e moral ao ignorar comportamentos que criticam em outros e reforçar uma cultura de censura direcionada aos opositores.
Segundo o vídeo, a “adultização” é uma nova preocupação ligada à erótica e exploração infantil, embora abusos tenham ocorrido desde a Antiguidade.
Exemplos históricos mostram que a exploração infantil não é um fenômeno moderno, e erros argumentativos do vídeo baseiam-se em generalizações irresponsáveis.
Por fim, a crítica se estende ao fato de que o vídeo pode causar >oportunidades para a regulamentação das redes, colocando a maioria sob vigilância sem corrigir os problemas reais.
Importante destacar: a inversão da culpa pelo abuso é uma tendência preocupante que se projeta na punição de inocentes, enquanto o verdadeiro criminoso permanece protegido.