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A classificação da gasolina automotiva como produto cancerígeno

Estudo da Iarc classifica gasolina automotiva como carcinogênica, destacando sua relação com câncer de bexiga e leucemia. A pesquisa ressalta a necessidade urgente de estratégias de prevenção e redução da exposição ao combustível tanto em ambientes de trabalho quanto na população geral.

A Iarc (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) reconheceu, em março de 2023, a gasolina automotiva como um agente carcinogênico do Grupo 1, confirmando que causa câncer em humanos.

A classificação deriva da associação entre a exposição ao combustível e o aumento do risco de:

  • Câncer de bexiga
  • Leucemia mieloide aguda
  • Indícios limitados de outros tumores, como linfoma não-Hodgkin e câncer de estômago.

O estudo, publicado na Lancet Oncology, detalha que a principal forma de exposição ocorre pela inalação de vapores de gasolina. O risco é maior para frentistas e profissionais que manuseiam o combustível.

Pesquisas como a da Fiocruz em 2021, que analisou as concentrações de BTEX em postos do Rio de Janeiro, confirmaram o aumento da incidência de leucemia entre trabalhadores expostos.

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) reafirmou que a gasolina é genotóxica e recomenda:

  • Redução da exposição ocupacional
  • Substituição por combustíveis menos tóxicos
  • Implementação de sistemas de recuperação de vapores
  • Adoção de processos de trabalho modernos

A participação da população é crucial para promover soluções e elaborar políticas públicas eficazes na prevenção de cânceres associados à gasolina e outros agentes tóxicos.

Enfrentar essa questão requer a colaboração de governos, instituições de pesquisa, setor produtivo e s sociedade civil.

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