A controvérsia do moto app em São Paulo
Uber defende a regulamentação do moto app em São Paulo, citando apoio popular e benefícios sociais. A empresa argumenta que a proibição traz mais prejuízos à população, especialmente para usuários de regiões periféricas.
A luta da Uber pela regulamentação do transporte de passageiros por moto destaca a situação da cidade de São Paulo, onde esse serviço é proibido.
A prefeitura se baseia em um decreto de 2023, considerado inconstitucional pela Justiça, para proibir a prática. Apesar de diversas cidades brasileiras já utilizarem o moto app, o serviço permanece suspenso por decisão temporária.
Os argumentos da prefeitura incluem a preocupação com o aumento de acidentes. No entanto, a Uber refuta essas alegações, afirmando que a proibição traz mais prejuízos à população.
Laura Lequain, head da Uber Moto, enfatiza que o Uber Moto é uma alternativa acessível e eficiente para trajetos curtos, sobretudo em áreas com menos opções de transporte público.
Uma pesquisa do Datafolha revela que 85% dos paulistanos enxergam o moto app como uma solução ao transporte público, enquanto 84% acreditam na necessidade de regulamentação.
Além de atender a usuários em regiões periféricas, o moto app tem se mostrado mais barato, especialmente para a chamada última milha. Cerca de 88% dos entrevistados consideram este transporte ideal para percursos curtos, e 52% escolhem pela economia.
As mulheres são beneficiadas: 44% consideram o serviço mais seguro do que andar a pé, sendo visto como prático, especialmente à noite.
Dados de Fortaleza indicam que o número de acidentes caiu 40% desde a implementação do Uber Moto, desafiando a ideia de que o serviço aumentaria riscos.
O moto app também gera um impacto social positivo, atendendo mais de 20 milhões de usuários e criando oportunidades para 800 mil motociclistas.
Laura argumenta que a regulamentação poderia ajudar na regularização de condutores, já que a maioria dos motociclistas opera sem habilitação. O serviço exige documentação e segurança, aumentando a proteção dos usuários.
A proibição resulta em perda de opções de transporte e renda para muitos. Aexecutiva alerta que São Paulo perde uma ferramenta de integração modal crucial.
Por fim, ela critica a abordagem de proibir o uso de motocicletas como uma solução para problemas, destacando a importância de uma regulamentação apoiada em evidências.