A convergência necessária
A importância da integração entre os sistemas de saúde pública e privada é crucial para garantir a eficiência e acessibilidade dos serviços. O aumento da colaboração promete otimizar atendimentos e melhorar a experiência dos usuários no Brasil.
O Brasil possui um dos sistemas de saúde mais completos do mundo, o SUS (Sistema Único de Saúde), reconhecido pelo seu papel durante a pandemia da covid-19.
A saúde privada é vital para este ecossistema, atendendo cerca de 53 milhões de brasileiros, evitando sobrecarga no SUS e refletindo o valor que a população dá à assistência de qualidade.
Este setor movimenta 3% do PIB nacional e emprega 5,2 milhões de pessoas. As operadoras gerenciam cerca de 85% das receitas para serviços prestados, promovendo 1,9 bilhão de procedimentos anuais, com altos índices de satisfação >80% entre os usuários.
A interdependência entre saúde pública e privada é evidente, com 79% das receitas hospitalares oriundas de planos de saúde e 74% para laboratórios. A nova iniciativa do governo, Agora tem Especialistas, busca integrar ainda mais os sistemas para reduzir a fila de espera por atendimentos.
Desafios como a intercambialidade de dados e a harmonização dos incentivos econômicos são fundamentais para melhorar o sistema. Modelos contratuais e incentivos à gestão de saúde são caminhos necessários para aumentar a confiança entre beneficiários e operadoras.
A demanda mundial por saúde está crescendo, exigindo atenção a fatores como tecnologia e judicialização, que, se não geridos, podem encarecer o sistema. A cooperação entre indústria e financiadores é crucial.
O desejo é que soluções comuns sejam buscadas, pois somente a soma de esforços poderá garantir uma assistência à saúde de qualidade para todos os brasileiros.