A demagogia das isenções de IRPF
Presidente Lula defende reforma do Imposto de Renda, ignorando que salário é considerado renda e deve ser tributado. Especialistas alertam para as consequências negativas do projeto, que prioriza isenções em vez de uma reforma equânime e abrangente.
Presidente Lula da Silva defende visão equivocada sobre impostos: afirma que salário não é renda. Essa crença fundamenta seu projeto de reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
O ministro da Fazenda pediu ao Congresso que reflita sobre a sociedade que desejamos, que deve incluir cidadãos que pagam Imposto de Renda. Apenas 22% da população deve declarar IRPF em 2025, contra 48% nos EUA.
Lula destaca que 10 milhões de pessoas se tornarão isentas, mas essa redução é prejudicial para o país. A prioridade do governo é distribuir benefícios a eleitores, ignorando a necessidade de uma base tributária ampla e equânime.
Naércio Menezes Filho critica as isenções para contribuintes com renda entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, concluindo que isso não é justo para os segmentos mais carentes.
O sistema de cobrança de IRPF deve ser reformado para ser mais justo e abrangente, em vez de manipulado para fins eleitorais. O governo propõe soluções inadequadas para compensar a perda de arrecadação das isenções, ignorando reformas necessárias.
A preocupação é que, sem controle sobre o Congresso, as medidas aprovem soluções que levem a desastres semelhantes ao esquema de desoneração da folha criado no passado. O histórico mostra que o PT não aprende com os erros.