A “encruzilhada” para os bancos após a decisão de Flávio Dino que derruba o setor
Decisão do ministro gera apreensão entre instituições financeiras, que temem sanções internacionais e impactos graves nos negócios. A instabilidade já afeta o mercado, com quedas significativas nas ações de bancos brasileiros.
Decisão do STF gera preocupação no mercado financeiro
A decisão do ministro do STF, Flávio Dino, determina que bloqueios de ativos de brasileiros precisam de autorização da Corte. Isso provocou inquietação entre executivos do mercado.
Executivos de três instituições indicam que a medida pode não afetar imediatamente as sanções da Lei Magnitsky aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes, mas poderá criar um impasse no médio e longo prazos.
O CEO da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, explica que os bancos enfrentam um dilema: seguir a ordem do STF ou arriscar sanções que poderiam impactar suas operações internacionais. Ele destaca a possibilidade de multas se os bancos não cumprirem a lei.
Pedro Moreira, da One Investimentos, afirma que a situação é delicada e um cenário extremo seria a aplicação de sanções aos bancos, o que afetaria a relação deles com o mercado internacional.
A Ativa Investimentos critica a decisão de Dino, rotulando-a como inoportuna e prejudicial à relação com os EUA, aumentando o risco-país e afetando investimentos.
O especialista da Axia Investing, Felipe Sant’Anna, destaca a falta de informações sobre a aplicação da Lei Magnitsky e os possíveis impactos em cartões internacionais e plataformas de pagamento, como Visa e Mastercard.
O mercado já sentiu os efeitos, refletidos na B3, com quedas nos papéis de bancos. O Itaú caiu 2,46%, Bradesco 2,45%, entre outros.
Daniel Teles, da Valor Investimentos, menciona que a queda é setorial, principalmente entre os bancos que tentam entender as implicações da decisão de Dino.
Enquanto isso, bancos como Itaú e Bradesco não comentaram a situação. O Banco do Brasil afirmou que opera conforme as legislações pertinentes e está preparado para desafios regulatórios.
Outras instituições, como Banque Santander, Caixa, Nubank e Banco Inter, ainda não se pronunciaram.