À espera de Trump: frustração e perdas econômicas se espalham em países que firmaram acordos
A incerteza em relação às tarifas de importação dos Estados Unidos gera preocupação entre a indústria siderúrgica britânica, que enfrenta queda nas exportações. Outros países, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, também relatam desafios semelhantes nas negociações comerciais.
Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou em maio que o acordo comercial com os Estados Unidos incluiria taxa zero sobre o aço britânico. No entanto, três meses depois, os pedidos da indústria americana por aço britânico caíram.
A frustração se espalha pela indústria siderúrgica britânica e outros setores, impactando países como Japão, União Europeia (UE) e Coreia do Sul que também aguardam acordos com os EUA.
Peter Brennan, da UK Steel, expressou preocupação com a prioridade do acordo sobre o aço, citando uma queda nos pedidos dos EUA devido à incerteza sobre a tarifa de 25% imposta pelo governo americano. No Reino Unido, outras tarifas já estão em vigor, porém a tarifa sobre aço ainda causa desconforto.
Além disso, Japão, Coreia do Sul e UE também buscam concessões nas tarifas sobre automóveis, que permanecem em 25% nos EUA. O ministro japonês Ryosei Akazawa mencionou perdas contínuas no setor automobilístico.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estabeleceu uma tarifa abrangente de 15%, mas não trouxe clareza para a indústria automotiva europeia, conforme destacado por Hildegard Müller, da VDA.
Japão e EUA fecharam um acordo que reduziu tarifas, mas o imposto de 25% sobre automóveis ainda impera. Autoridades japonesas buscam uma ordem executiva para esclarecer as tarifas.
Na Coreia do Sul, um pacto recente também impôs tarifas com compromissos de investimento, mas as questões sobre tarifas automotivas permanecem sem solução. Um encontro entre os presidentes da Coreia do Sul e EUA está agendado para 25 de agosto.
Sam Lowe, da consultoria Flint Global, destacou que as negociações comerciais são intermináveis, especialmente com a possibilidade de mais tarifas em setores futuros.