A estratégia do STF para os Estados Unidos
O STF adota uma postura de resistência em meio às sanções internacionais, buscando manter sua influência até as próximas eleições. A Corte teme perder o controle do debate público e a condição de moldar o cenário político diante de uma oposição crescente.
Sanções internacionais da Magnitsky, aplicadas a ministros da Corte, geram tumulto nas declarações dos envolvidos. A última ação de Flávio Dino não suspende a Magnitsky e apenas intensifica a tensão entre os países.
A estratégia do STF é não recuar, mesmo sabendo de sua falta de força. O comportamento se assemelha a alguém perdido que grita para afastar o perigo.
A Corte eleva o tom, esperando que os Estados Unidos, focados em outros problemas na América Latina, desistam do confronto direto.
Os ministros temem que um recuo signifique perder controle do debate público e facilitar a vitória da oposição de direita, ligada ao bolsonarismo.
O Supremo reconhece que sua manutenção de poder depende do resultado eleitoral. Um governo aliado é crucial para manter a estrutura atual: Executivo fraco, Legislativo acuado e ideologia de direita como inimigo interno.
Por isso, a lógica é resistir até as eleições. O STF busca dominar o campo político até que possa oferecer uma saída controlada posteriormente, talvez aceitando uma anistia.
Esse padrão se repete: a Corte endurece antes das eleições e relaxa após, mostrando que aprendeu a jogar com o tempo. A grande questão agora é se o urso vai se cansar da gritaria dos ministros.