‘A fome fazia parte da violência do Hamas’, diz sobrevivente do ataque terrorista em Israel
Karina Engelbert relata sua experiência aterrorizante como refém do Hamas, destacando a morte de seu marido e a luta por justiça e paz em meio ao caos. Ela clama pela libertação dos reféns ainda em cativeiro e pela reconstrução do kibutz Nir Oz como um símbolo de esperança.
Karina Engelbert, argentina-israelense do kibutz Nir Oz, descreve a transformação de seu lar, anteriormente considerado um paraíso, em um inferno após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Dentre as 400 pessoas do kibutz, mais de 100 morreram ou foram sequestradas.
Karina e suas filhas, Mica (18 anos) e Yuval (10 anos), foram sequestradas e mantidas em cativeiro por 52 dias. O marido de Karina, Ronen, foi morto e seu corpo permanece em Gaza. A ex-refém relatou que os terroristas tentaram estuprá-la e que não soube das filhas até reencontrá-las após 23 dias.
Em entrevista, Karina detalha: “Os terroristas entraram na minha casa e eu lutei para protegê-las”. Após o sequestro, a família passou por diversos locais em Gaza, enfrentando condições precárias e ameaças. Yuval, que sofreu um acidente, precisou de cirurgia ao retornar a Israel.
Atualmente, 14 reféns de Nir Oz estão entre os 59 sequestrados ainda em Gaza. Karina clama por paz e a liberação dos reféns, afirmando: “Essa guerra precisa acabar”. O Exército israelense informou que Ronen foi provavelmente assassinado durante o ataque.
Karina, que perdeu muitos amigos em Nir Oz, deseja que o kibutz seja reconstruído como um "exemplo de paz para o mundo". Ela destaca: “Se o Hamas não estiver no poder, podemos viver em paz.”