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A incrível história do 'maior roubo de livros na Europa desde a 2ª Guerra'

Roubo em bibliotecas europeias envolve livros raros e réplicas habilidosas, levando a uma investigação internacional. A Operação Pushkin já resultou na prisão de nove suspeitos, mas muitos continuam foragidos.

Roubo de livros raros em bibliotecas europeias

Em abril de 2022, dois homens entraram na biblioteca da Universidade de Tartu, na Estônia, e solicitaram oito livros de autores russos clássicos. Três meses depois, descobriram que dois volumes foram substituídos por falsificações.

Uma investigação da Europol, chamada Operação Pushkin, foi iniciada após livros raros serem roubados de diversas bibliotecas em países europeus. Nove suspeitos foram identificados, todos cidadãos da Geórgia.

O primeiro preso foi Beqa Tsirekidze, 48 anos, condenado por furtos nas bibliotecas de Tartu e Tallinn, agora cumprindo pena de três anos e três meses na Estônia.

Em outubro de 2023, seu filho, Mate, e a esposa, Ana Gogoladze, foram presos por roubarem livros avaliados em quase US$ 100 mil da biblioteca da Universidade de Varsóvia, totalizando 73 exemplares avaliados em quase US$ 600 mil em menos de um ano.

Os crimes foram considerados "o maior roubo desde a Segunda Guerra" e ocorreram devido a mudanças nas regras de vigilância das bibliotecas.

Os livros antigos são marcados com carimbos, mas a remoção ou a troca de páginas torna difícil identificar os roubos. Tsirekidze mencionou que livros raros têm preços elevados, com o mercado crescendo significativamente.

Um outro suspeito, Mikhail Zamtaradze, foi condenado por roubar livros na Universidade de Vilnius, recebendo US$ 30 mil em criptomoedas por seus crimes.

A LitFund, uma casa de leilão, foi mencionada em conexão com a venda de livros da biblioteca da Universidade de Varsóvia, levantando questões sobre a origem legal das obras.

A Operação Pushkin continua em andamento, com autoridades acreditando que muitos criminosos ainda estão foragidos, assim como livros valiosos desaparecidos.

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