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A pergunta de “US$ 1 milhão” para Brasil e o otimismo com Argentina, segundo JPMorgan

JPMorgan vê Brasil ainda atraente para investidores, mas alerta sobre incertezas relacionadas às eleições de 2026. O banco destaca oportunidades em outros países latino-americanos, mantendo uma visão construtiva sobre Argentina e Chile, enquanto reavalia sua posição em relação a México, Colômbia e Peru.

JPMorgan mantém Brasil como overweight, destacando sua posição como um dos maiores mercados beta entre emergentes e o “bônus das eleições em 2026”.

A equipe de estrategistas do JPMorgan, liderada por Emy Shayo, pondera sobre a incerteza do momento de alocação dos investidores. Eles acreditam ser cedo para se posicionar para as eleições de 2026, considerando os desempenhos de eleições passadas.

O banco observa que, historicamente, o Brasil tem desempenho inferior nos 6 meses antes das eleições, independentemente do vencedor. A única exceção foi durante o impeachment. Há uma expectativa de que o Brasil possa passar por uma transição para um governo não populista.

Os estrategistas afirmam que um bom desempenho em 2025 poderia prejudicar 2026 e vice-versa, dependendo das políticas fiscais adotadas.

No contexto mais amplo da América Latina, o JPMorgan considera os emergentes como beneficiários acidentais do cenário global, prevendo que entrarão recursos nesta região.

Sobre os países específicos:

  • México: Neutro, rebaixado por riscos tarifários e crescimento econômico fraco.
  • Argentina: Continua construtivo, aproveitando queda do benchmark e melhorias previsíveis nas eleições.
  • Chile: Overweight, com potencial de alta apesar do rali de 20% no ano.
  • Colômbia e Peru: Underweight, com preocupações sobre fundamentos e incertezas políticas.
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