A Saudi Aramco está partindo para cima dos postos. A Vibra é a próxima?
Saudi Aramco intensifica aquisições globais de redes de postos, levantando rumores sobre possível interesse no Brasil. Especialistas indicam a Vibra como candidata principal, citando os desafios e implicações da cláusula de poison pill.
Saudi Aramco tem aumentado sua presença global com aquisições de postos de gasolina.
A petroleira árabe começou em março do ano passado, comprando a chilena Esmax. Em 2023, adquiriu 165 postos nas Filipinas.
Recentemente, Aramco pagou US$ 3,5 bilhões pela Primax, que opera mais de 2.100 postos no Peru, Colômbia e Equador.
Essa movimentação gerou especulações sobre uma possível compra da Vibra no Brasil, que atualmente tem market cap de R$ 20 bilhões.
Segundo o Bradesco BBI, a Vibra é vista como a principal candidata, já que é o maior player do mercado.
Os principais acionistas da Vibra incluem:
- Previ - 10%
- Dynamo - 8%
- Ronaldo Cézar Coelho - 8%
A cláusula poison pill da Vibra pode ser acionada se um acionista ultrapassar 25% do capital, exigindo oferta por 100% do capital a um preço ajustado por CDI e um prêmio de 15%.
O maior preço dos últimos 18 meses foi de R$ 26,60 em março de 2024. Após ajustes, a oferta poderia ultrapassar R$ 34,30, implicando um prêmio de 90%.
O Bradesco alerta que, embora a compra da Vibra seja especulação, as regras do poison pill teriam que ser respeitadas caso a transação ocorra.