A supermodelo que foi símbolo anticomunista na infância e virou voz do envelhecimento natural
Paulina Porizkova revela sua jornada desde a infância marcada por traumas até se tornar uma voz forte contra a misoginia e o etarismo na indústria da moda. Sua experiência revela a luta de mulheres em busca de aceitação e autenticidade em um mundo obcecado pela juventude.
Paulina Porizkova, uma das supermodelos mais bem pagas da década de 1980, tem uma trajetória marcada por abandonos, exclusão e redenção.
Nascida na Tchecoslováquia em 1965, foi deixada para trás pelos pais durante a invasão soviética. Resgatada anos depois, enfrentou preconceito na Suécia, onde a chamavam de “comunista fedida”.
Descoberta por um agente de modelos aos 14 anos, Paulina se mudou para Paris e logo se tornou uma das figuras mais famosas da moda. Contudo, a fama veio acompanhada de assédio e misoginia.
Casou-se com o cantor Ric Ocasek, enfrentando desafios em um casamento que durou quase 30 anos e que terminou com sua morte em 2019. Após essa perda, Paulina decidiu se posicionar contra o preconceito etário e se manifestar em defesa das mulheres mais velhas no mundo da moda.
Em 2022, lançou o livro “Unfiltered”, onde expõe as verdades sobre seu casamento e a pressão estética enfrentada ao longo da vida. Atualmente, ela é vista como uma vozes potente que desafia os estigmas da idade, colaborando novamente com a Estée Lauder.
Paulina Porizkova mostra que o que não a matou a fez entender sua força e a inspirar muitas outras mulheres.