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A vitória diplomática que a China quer mostrar ao mundo em setembro

Kim Jong Un se une a Xi Jinping e Vladimir Putin em desfile militar, destacando a crescente influência diplomática da China. Enquanto negociações com Trump se aproximam, a presença de Kim pode ser um trunfo para Pequim em questões globais.

Kim Jong Un participa de um desfile militar em Pequim ao lado de Vladimir Putin e Xi Jinping, marcando uma vitória diplomática para o líder chinês.

Xi busca projetar o poder da China no cenário internacional como parceiro comercial estável, especialmente frente às tensões criadas por tarifas de Trump.

Em meio a tentativas dos EUA de negociar a paz na Ucrânia, Xi se prepara para receber Putin em Pequim, com a presença surpresa de Kim adotando um papel estratégico.

Xi transforma o desfile de 3 de setembro em uma demonstração de poder militar e oportunidade diplomática. Ele poderá se reunir com Trump, discutindo temas como tarifas, TikTok e as interações com a Rússia e Coreia do Norte.

A qualificação de Kim como pária internacional é intensificada por seu programa nuclear, enquanto o convite para Pequim representa um avanço significativo. A última vez que um líder norte-coreano esteve presente em um desfile militar na China foi em 1959.

A relação entre China e Coreia do Norte se solidifica com a visita de Kim, sugerindo que sua aliança é robusta, apesar das aproximações com Putin. A economia da Coreia do Norte é fortemente dependente da China, respondendo por quase 90% das importações de alimentos.

Para Xi, estar próximo a Kim e Putin oferece alavanca diplomática diante de Washington antes de um possível encontro com Trump. A questão central será o papel que a China poderá desempenhar na resolução da guerra na Ucrânia e a possibilidade de um encontro entre Xi, Putin, Kim e Trump.

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