Abertura de mercados poderá ser usada para negociar tarifas com Trump, diz CNI
CNI planeja missão nos EUA para discutir parcerias e minimizar impactos das tarifas de Trump. A proposta visa fortalecer o intercâmbio comercial em setores estratégicos, como agricultura e energia.
CNI propõe parcerias com os EUA para enfrentar as tarifas de importação de Donald Trump.
Uma missão de empresários brasileiros está marcada para os dias 8 e 9 de maio, em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Durante a viagem, o grupo se reunirá com autoridades do governo Trump e líderes empresariais, buscando encontros com o Departamento de Estado e o Departamento de Comércio.
Frederico Lamego, da CNI, destacou a importância de manter canais de diálogo e buscar soluções que favoreçam ambas as partes, além de desenvolver uma agenda que fortaleça as indústrias dos dois países.
Áreas com vantagens comparativas do Brasil incluem:
- Agricultura
- Energia
- Saúde
- Minerais críticos
- Economia digital
Os EUA são o maior mercado para exportações industriais do Brasil, com US$ 40 bilhões em produtos exportados em 2024, sendo 60% itens manufaturados.
Os principais produtos exportados incluem:
- Petróleo
- Produtos semi-acabados de ferro ou aço
- Aeronaves e peças
A CNI aguarda as novas tarifas de Trump, que serão anunciadas em 2 de maio, para avaliar os impactos.
Geraldo Alckmin, vice-presidente, adotou um tom cauteloso, afirmando que o governo esperará as medidas norte-americanas antes de qualquer reação.
O Senado brasileiro aprovou um projeto que permite respostas com sanções comerciais a países que não mantêm isonomia econômica.
Estudo do Banco BTG Pactual indica que as medidas de Trump podem impactar negativamente a balança comercial brasileira em até US$ 10 bilhões anualmente.