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Ação da Cruzeiro do Sul movimenta R$ 11,7 milhões, mais de 12 vezes o volume do dia anterior

Cruzeiro do Sul registra prejuízo no quarto trimestre e ações caem 5,53% no pregão. A empresa destaca crescimento nas receitas, mas enfrenta aumento expressivo nas despesas não recorrentes.

Ações da Cruzeiro do Sul tiveram movimentação de R$ 11,7 milhões no pregão de terça-feira (1º), mais de 12 vezes o volume do dia anterior. O papel caiu 5,53%, fechando a R$ 3,59.

A empresa reportou prejuízo de R$ 9,8 milhões no quarto trimestre, revertendo um lucro de R$ 6,9 milhões no mesmo período do ano anterior. O aumento das despesas não recorrentes somou R$ 26,9 milhões, uma alta de 513,6% anual.

Dentre os itens não recorrentes, R$ 23,5 milhões referem-se à atualização na curva de provisão de perdas de créditos duvidosos.

Durante a teleconferência, o diretor-presidente, Renato Padovese, afirmou que espera uma “boa inadimplência para 2025”, apesar da mudança nas estimativas.

A empresa apresentou margens abaixo das projeções da corretora XP, devido a maiores custos de pessoal. Segundo o Itaú BBA, a rentabilidade foi impactada por maiores provisões.

Por outro lado, as receitas foram superiores às expectativas, especialmente por elevadas taxas de retenção e melhorias no ensino a distância. O faturamento de R$ 662,7 milhões entre outubro e dezembro representa um aumento de 10,6% em relação ao ano anterior.

Apesar do aumento no faturamento e geração de caixa, os números foram impactados pelos itens não recorrentes. O BTG Pactual acredita que esses itens não se repetirãom, dado que a companhia demonstra boa tendência operacional e geração de caixa, o que deverá reduzir sua dívida.

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