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Ações baratas e cautela: por que tantas empresas avaliam saída da Bolsa de Valores

Empresas buscam medidas estratégicas para enfrentar a queda das ações na B3. Iniciativas incluem fechamento de capital e ajustes em cláusulas para conter investidores oportunistas.

Queda nas ações da Bolsa brasileira (B3) leva empresas a buscar estratégias para reagir.

Algumas estão consultando bancos de investimento sobre o fechamento de capital, enquanto outras adotam medidas de proteção, como:

  • Acordos com acionistas.
  • Ajustes em cláusulas que limitam participação no capital.

Essas iniciativas visam dificultar ações de investidores oportunistas em situações de ofertas hostis.

As ações de várias empresas estão caindo, mesmo com bons fundamentos. Exemplos de quedas em 12 meses incluem:

  • Gafisa (GFSA3): –87%
  • Braskem (BRKM5): –59%
  • Vamos (VAMO3): –50%
  • Raízen (RAIZ4): –48%

Diversos fatores explicam esse cenário. No exterior, o aumento do risco geopolítico e as políticas de Donald Trump geram cautela. Internamente, o avanço da dívida pública e a pressão inflacionária exigem uma política de juros mais rígida.

Algumas empresas, como Carrefour (CRFB3) e Eletromídia (ELMD3), já solicitaram encerramento de capital.

Segundo Gilson Finkelsztaino, presidente da B3, essa onda de deslistagens é passageira e resulta da percepção de que “a Bolsa está barata”.

Banqueiros do Estadão/Broadcast preveem um ano em que o número de empresas fechando capital pode superar as novas aberturas.

Fechar o capital pode proporcionar às empresas maior capacidade de contratar dívida sem a vigilância do mercado, embora muitos fechamentos ocorram com entrada de novos sócios ou venda de ativos.

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