Ações da Raízen disparam 16% após notícia de estudo de investimento pela Petrobras
A Petrobras avalia diversas alternativas para se tornar sócia da Raízen, que é destaque na produção de etanol no Brasil. A possível parceria almeja fortalecer a estrutura de capital da empresa, enquanto a estatal busca revitalizar sua presença no mercado de biocombustíveis.
Ações da Raízen dispararam 16% nesta segunda-feira após notícia de que a Petrobras estuda investir na empresa.
O papel, que fechou a R$ 1,04 na sexta-feira, alcançou R$ 1,21. O volume financeiro superou R$ 32 milhões perto do meio-dia, quase todo o registrado no pregão anterior.
Reportagem do GLOBO revelou que a estatal considera se tornar sócia da Raízen ou comprar ativos, marcando sua volta ao setor de etanol, conforme estratégia de Magda Chambriard.
Com a valorização, a empresa recuperou R$ 1,3 bilhão em valor de mercado, embora registre uma desvalorização de 44% em 2025.
De acordo com a Ativa Investimentos, a perspectiva de parceria com a Petrobras é positiva: “A sinalização mostra alternativas para reforçar sua estrutura de capital e buscar uma virada operacional”.
Diversas opções em análise:
- Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, sendo uma das principais produtoras de etanol no Brasil.
- Primeira no mundo a produzir etanol de 2ª geração, com 29 usinas.
- Possui licença da marca Shell e uma rede de 8 mil postos de combustíveis.
A Petrobras busca se tornar um ator relevante no mercado de etanol, mas precisa considerar a cláusula de não competição com a Vibra até 2029.
Há várias opções em negociação, incluindo separação de ativos ou acordos de gestão, mas nenhuma decisão foi tomada ainda.