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Ações da Raízen (RAIZ4) sobem 10% com possível entrada da Petrobras como sócia

Petrobras avalia investir na Raízen, com possibilidade de se tornar sócia ou adquirir ativos. Decisão sobre investimento deve ser tomada até o final do ano, mas há desafios devido a cláusulas de não competição.

Ações da Raízen (RAIZ4) apresentam forte alta nesta segunda-feira, impulsionadas por informações de que a Petrobras estuda investir na empresa, conforme noticiado por “O Globo”.

A estatal avalia alternativas para se tornar sócia ou adquirir ativos, marcando possível retorno ao setor de etanol.

Na última quinta-feira, as ações da Raízen fecharam em baixa de 12,50%, a R$ 1,05, após a divulgação de balanço negativo, mas encerraram a B3 com alta de 10,58%, cotadas a R$ 1,15.

O analista Bernardo Silveira, da Mantaro Capital, acredita que o investimento da Petrobras seria uma solução, dado o alto endividamento da Raízen e da Cosan.

No entanto, ele adverte que a operação poderia ser desfavorável para a Petrobras, devido ao baixo preço do petróleo e às limitações de investimentos pela política de dividendos.

Além disso, a Petrobras enfrenta uma cláusula de não competição com a Vibra (VBBR3) até 2029, o que complica sua entrada no setor de distribuição de etanol.

Fontes relatam que a Petrobras busca ser um ator relevante no mercado e diversas opções estão sendo discutidas, mas ainda nenhuma decisão foi tomada.

A Cosan, por sua vez, está em busca de novos sócios para seus ativos, com foco na desalavancagem e equilíbrio de portfólio, após reportar uma dívida de R$ 17,5 bilhões e prejuízo de R$ 946 milhões no segundo trimestre.

O presidente da Cosan, Marcelo Martins, reiterou a busca por um sócio estratégico e a necessidade de acelerar as alternativas para a Raízen.

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