Ações de BTG e BB não aguentam rebaixamento do J.P. Morgan e despencam
A trajetória de queda das ações do BTG Pactual e do Banco do Brasil é impulsionada pelo rebaixamento do J.P. Morgan, que limita o potencial de valorização no curto prazo. Analistas destacam riscos significativos para ambos os bancos em um cenário desafiador para o setor.
Queda das ações: As ações do BTG Pactual e do Banco do Brasil enfrentam forte recuo nesta segunda-feira (31), após o J.P. Morgan rebaixar a recomendação de compra para neutro.
Por volta das 13h:
- BTG Pactual caiu 3,32%, a R$ 33,76;
- Banco do Brasil recuou 2,06%, a R$ 28,04;
- Bradesco PN cedeu 1,48%;
- Itaú PN perdeu 1,04%.
Os analistas do J.P. Morgan observaram que o potencial de crescimento das ações é limitado, em meio a um cenário desafiador para o setor em 2025.
Estimativas: Mesmo com o rebaixamento, não houve alteração nas estimativas de curto prazo nem nos preços-alvos para 2025: R$ 38 para o BTG e R$ 31 para o Banco do Brasil.
Valorização acumulada: As ações tiveram alta de 28% a 30% no ano em dólares, enquanto o índice EWZ subiu 15%. O potencial de valorização agora é de apenas 12% a 18%.
Riscos identificados:
- Banco do Brasil: Piora na qualidade dos ativos e margens sob pressão devido à queda nas taxas de juros.
- BTG: Risco de desaceleração nas receitas de vendas e lucro abaixo do esperado nos próximos anos.
Volume de negociação: O volume projetado para as units do BTG é de R$ 802,2 milhões, superando os R$ 255 milhões do dia anterior.
Fonte: Valor PRO.