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Adeus aos salários de R$ 500 mil por ano: formados em computação encaram desemprego nos EUA

Graduados em ciência da computação enfrentam dificuldades no mercado de trabalho, apesar do aumento no número de formados na área. A automação e demissões em grandes empresas estão frustrando expectativas e levando jovens profissionais a buscarem alternativas em outras profissões.

Manasi Mishra, de 21 anos, cresceu perto do Vale do Silício e foi incentivada a aprender programação, acreditando nas promessas de altos salários no setor tecnológico.

Após se formar em ciência da computação pela Universidade Purdue, Mishra não conseguiu vaga no mercado de trabalho, sendo a única entrevista que conseguiu no Chipotle.

Desde a década de 2010, autoridades do setor prometeram que aprender a programar garantiria emprego e bons salários, como mencionou Brad Smith, presidente da Microsoft. No entanto, a demanda agora enfrenta um cenário desalentador.

As demissões em empresas como Amazon e Meta, somadas ao crescimento de ferramentas de programação com IA, diminuíram as oportunidades de emprego. A taxa de desemprego entre formados em ciência da computação é de 6,1%, mais que o dobro de áreas como biologia (3%).

Novos formados relatam dificuldade em conseguir entrevistas e muitas tentativas frustradas de emprego. Zach Taylor, 25, enviou mais de 5 mil currículos e não conseguiu propostas.

A automação está eliminando posições de entrada, enquanto as universidades lutam para atualizar seus currículos para incluir IA. Audrey Roller, de 22 anos, expressou como a decisão por algoritmos afeta a motivação.

Cortes em contratações no setor público também tornaram essa alternativa menos viável. Em resposta a essa crise, o discurso sobre inteligência artificial está se intensificando, com iniciativas de treinamento emergindo para preparar estudantes para novas demandas do mercado.

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