HOME FEEDBACK

Adultização precoce prejudica saúde mental e crescimento saudável

A erotização nas redes sociais e sua relação com a adultização de crianças suscitam debates sobre os impactos psicológicos no desenvolvimento infantil. A responsabilidade compartilhada entre pais, sociedade e plataformas digitais é crucial para mitigar os riscos associados a essa hiperexposição.

Influenciador digital Felipe Bressanim, conhecido como Felca, expôs vídeos sobre a erotização de crianças e adolescentes nas redes sociais, gerando discussão na mídia e política.

O fenômeno da hyperexposição infantil é urgente e afeta o desenvolvimento psicológico e social das crianças. A psicologia do desenvolvimento destaca que a adultização prejudica o amadurecimento, criando riscos emocionais, cognitivos e sociais.

A parentificação é um exemplo, onde crianças assumem papéis parentais. Além disso, a adultização pode impor padrões estéticos e sexuais precoces, muitas vezes com o consentimento de adultos, aumentando o risco de traumas duradouros.

Cada fase da vida exige superar tarefas específicas. Quando forçadas a agir como adultas, as crianças enfrentam insegurança, culpa e ansiedade crônica, especialmente quando sua sexualidade é precocemente explorada.

As redes sociais, como Instagram e TikTok, aceleram a transição para a vida adulta, reforçando comportamentos negativos e distorcendo a autoimagem.

A responsabilidade dos pais é crucial. A superexposição digital pode fragilizar a formação emocional das crianças, resultando em adultos inseguros e com baixa autoestima. Ao invadirem a fronteira do privado, mesmo sem intenção, comprometem a estrutura emocional infantil.

Respeitar o ritmo de cada etapa da vida é vital para a saúde mental e social. Garantir o uso responsável das plataformas digitais é um desafio coletivo.

Este artigo busca apresentar suporte baseado nos estudos de psicologia do desenvolvimento e na gravidade dos impactos da adultização. A responsabilidade de agir se estende a formuladores de políticas, sociedade e famílias.

Leia mais em poder360