Agência interdita produção de petróleo no Campo de Peregrino
Interdição do FPSO Peregrino causa impacto na produção de 100.000 barris diários. Reparos são iniciados pela Equinor e Prio, com conclusão prevista em até 6 semanas.
A ANP interditou o FPSO Peregrino, navio-plataforma da Equinor com a Prio, no Campo de Peregrino, Bacia de Campos.
Foram identificadas “situações de risco grave e iminente” na documentação de segurança, análise de risco e no sistema de dilúvio da plataforma. A medida afeta a produção de 100.000 barris de petróleo por dia.
A Prio informou que a Equinor já iniciou os reparos, com prazo de 3 a 6 semanas para conclusão.
A empresa possui 40% de participação na unidade e está adquirindo os 60% restantes por US$ 3,35 bilhões, previsão de fechamento em início de 2026, dependendo da aprovação do Cade.
Técnicos apontaram falhas graves no sistema de gerenciamento de segurança do FPSO. A ANP determinou a paralisação imediata de operações com hidrocarbonetos até que as irregularidades sejam resolvidas.
A situação ocorre após a Equinor vencer o leilão de 500 mil barris do campo de Atapu, Bacia de Santos, promovido pela PPSA.
Participaram da disputa 6 companhias, incluindo Petrobras e TotalEnergies. A venda faz parte do esforço do governo para reduzir o déficit fiscal de 2025.