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AGU apresenta alteração da lei do marco temporal ao STF

STF retoma discussão sobre marco temporal com proposta da AGU para garantir efetividade na legislação. Audiência visa alcançar consenso na revisão da lei 14.701/2023, enquanto movimentos indígenas contestam mudanças.

STF retoma debate sobre marco temporal para terras indígenas

Depois de uma pausa de 30 dias, o STF retomou os trabalhos da comissão de conciliação nesta 5ª feira (27.mar.2025). O foco é a alteração da lei 14.701/2023, que institui o marco temporal.

A AGU apresentou uma proposta de minuta de decreto relacionada ao tema. O documento foi enviado ao STF na noite de 4ª feira (26.mar), antes da audiência que foi remarcada devido à presença excessiva do público no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na audiência, Júnior Fidelis, da AGU, sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva edite um decreto para evitar mudanças constantes na legislação. Ele ressaltou a preocupação com a falta de conciliação sobre o marco temporal, que limita os direitos indígenas a terras em posse desde 5 de outubro de 1988.

A AGU manifestou que, durante a suspensão dos trabalhos, foram feitas consultas a ministérios para analisar impactos sociais e financeiros das alterações na lei. Um plano de ação para resolver pendências de terras indígenas pendentes após 27 de setembro de 2023 também foi proposto.

Sem a presença do ministro Gilmar Mendes, a audiência foi mediada pelo juiz auxiliar Diego Veras, que anunciou a exclusão da mineração das propostas de alteração. A minuta original proibia qualquer exploração sem autorização específica.

Os participantes debatem as sugestões de mudanças ao anteprojeto do marco temporal, sem votação. O prazo do STF para um texto final é 2 de abril.

As propostas de Gilmar foram contestadas por movimentos indígenas, que alegam que os direitos são inegociáveis. A Apib se retirou da conciliação em agosto, argumentando falta de paridade no debate.

Resumo das principais propostas:

  • O documento resulta de meses de debates.
  • As audiências iniciaram em agosto de 2024.
  • A retomada atendeu ao pedido da AGU por mais tempo.
  • Decisão de Gilmar Mendes suspendeu os trabalhos e prorrogou a conclusão até 2 de abril.
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