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AGU divulga nome de escritório de advocacia que vai representar o Brasil nos EUA

AGU contrata escritório de advocacia dos EUA para defender o Brasil em sanções impostas por Donald Trump. A medida visa garantir a representação do País em litígios internacionais e possíveis ações judiciais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou a contratação do escritório de advocacia americano Arnold & Porter Kaye Scholer LLP para representar o Brasil nos EUA, focando em sanções impostas pelo presidente Donald Trump.

As sanções incluem:

  • Taxação de 50% sobre produtos nacionais
  • Cassação de vistos para autoridades brasileiras
  • Aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes do STF

A AGU afirmou que o escritório possui experiência em litígios internacionais e contará com mais de mil advogados em 16 países. As diretrizes de ação dos advogados serão definidas após um parecer jurídico.

O objetivo é atuar administrativa e judicialmente para defender o Estado brasileiro, tanto em tribunais quanto por meio de lobby junto ao governo dos EUA.

Entre as atividades do contrato estão:

  • Consultoria e elaboração de pareceres jurídicos
  • Representação perante autoridades judiciais e administrativas
  • Avaliação de cenários de sanções e medidas de contestação
  • Assessoria jurídica sobre litígios em tribunal

O custo máximo da contratação é de US$ 3,5 milhões em 48 meses, com pagamentos proporcionais a serviços realizados. A AGU tentará recuperar esses valores de responsáveis por danos ao Brasil.

As sanções foram articuladas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, visando retaliar autoridades por seu envolvimento em um julgamento. O deputado Nikolas Ferreira requisitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) a análise da contratação, alegando uso de dinheiro público para favorecer o ministro Moraes.

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