AGU gastará até US$ 3,5 milhões para defender Brasil de sanções
AGU contrata escritório americano para contestar sanções de Trump ao Brasil. A estratégia inclui a defesa de interesses brasileiros em litígios complexos no sistema judicial dos EUA.
AGU anuncia contratação de escritório americano para contestar sanções de Donald Trump ao Brasil.
Serão pagos até US$ 3,5 milhões em 48 meses ao escritório Arnold & Porter Kaye Scholer LLP.
O objetivo é reverter sanções que incluem tarifas comerciais e a Lei Magnitsky aplicada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação devido à especialização do escritório, que conta com mais de mil advogados em 16 países.
Os pagamentos serão proporcionais aos serviços que incluem:
- consultoria jurídica
- elaboração de pareceres
- representação judicial
- avaliação de cenários de sanções
- assessoria em litígios tarifários
O governo brasileiro definirá estratégias de defesa após análise dos advogados americanos e coordenação com ministérios.
A AGU destaca a diferença entre os sistemas judiciais brasileiro e americano, incluindo a impossibilidade de recurso para Moraes contra a sanção.
Além do novo contrato, a AGU possui 17 contratos com escritórios em 11 países para representar interesses brasileiros em diversos casos.