AGU pede para Meta apagar robôs que simulavam diálogos eróticos infantis
AGU notifica Meta para remoção de chatbots com perfis infantis que promovem diálogos de cunho sexual. A ação visa proteger crianças e adolescentes de conteúdos inadequados nas plataformas digitais da empresa.
AGU solicita à Meta a exclusão de chatbots com conteúdo inapropriado
A AGU (Advocacia Geral da União) notificou a Meta na sexta-feira, 15 de agosto de 2025, para que remova robôs de inteligência artificial que simulam perfis infantis e podem ter diálogos de cunho sexual.
A ação foi movida a pedido da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) e se aplica ao Instagram, Facebook e WhatsApp.
A AGU destaca que a decisão do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet responsabiliza redes sociais por conteúdos de usuários que não são removidos.
O documento menciona reportagens que mostram como a IA da Meta permite conversas impróprias com crianças e pede que a empresa:
- Indisponibilize todos os chatbots que usam linguagem infantil para propagar conteúdo sexual;
- Esclareça quais medidas estão sendo adotadas para proteger crianças e adolescentes.
O texto afirma que os chatbots ampliam o risco de contato de menores com material sexualmente sugestivo, ameaçando a integridade psíquica das crianças e adolescentes.
Além disso, a representação menciona a falta de controle etário nas plataformas da Meta, permitindo que usuários de 13 a 18 anos tenham acesso a conteúdos inadequados.
O documento ressalta que os chatbots violam os Padrões da Comunidade da Meta, que proíbem conteúdos relacionados à erotização e exploração sexual infantil.
O Poder360 contatou a Meta para saber se estavam cientes e se atenderiam à notificação, mas não obteve resposta até a publicação desta notícia.