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Alcolumbre defende emendas após abertura de inquérito na PF: ‘Parar de criminalizar’

Alcolumbre defende emendas parlamentares como ferramentas essenciais para o desenvolvimento regional, após abertura de inquérito sobre sua destinação. Investigação mira emendas Pix repassadas sem comprovação de uso adequado, levantando questões sobre transparência e fiscalização.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, defendeu que as emendas parlamentares não devem ser “criminalizadas” durante audiência na Câmara dos Deputados.

A declaração veio após o ministro do STF, Flávio Dino, abrir um inquérito para investigar R$ 694,7 milhões em emendas Pix repassadas sem plano de trabalho.

Alcolumbre destacou a importância dessas emendas como instrumento de investimento e desenvolvimento nas regiões mais carentes do Brasil. Ele criticou as acusações, afirmando que desconsideram os benefícios gerados por esses recursos.

A investigação abrange 964 emendas individuais que foram destinadas entre 2020 e 2024 e não têm planos de trabalho registrados, infringindo uma decisão anterior do STF. Flávio Dino estipulou um prazo de dez dias úteis para que o TCU identifique essas emendas e informe à PF.

Os recursos foram usados, principalmente, em campanhas eleitorais, como shows, em cidades carentes sem infraestrutura básica.

As emendas Pix permitem alocação rápida de recursos, mas têm pouca transparência e fiscalização. Um estudo do Ipea revela que essas emendas priorizam fins eleitorais, aumentando os gastos de R$ 2,7 milhões para R$ 125 milhões em menos de dez anos.

A partir de mudanças legislativas, o pagamento dessas emendas tornou-se obrigatório, permitindo que deputados e senadores direcionem bilhões de reais sem dependência do governo federal.

Em 2025, o valor aprovado para emendas parlamentares chegou a R$ 50,4 bilhões, maior que o orçamento livre para investimento de 30 dos 39 ministérios.

Com informações do Estadão Conteúdo

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