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Alemanha e França pressionam por sanções secundárias a países que apoiam a Rússia

Alemanha e França buscam intensificar sanções contra países que apoiam a Rússia, visando aumentar a pressão para o fim da guerra na Ucrânia. A proposta inclui medidas como um teto de preço para o petróleo russo e possíveis sanções secundárias que poderiam afetar nações como Brasil e China.

Alemanha e França propuseram, nesta sexta-feira (29), sanções secundárias contra países que apoiam a Rússia, visando pressionar Moscou a encerrar a guerra na Ucrânia. A medida surge após o fracasso dos esforços de paz promovidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em uma declaração conjunta, os países afirmaram que trabalham, em parceria com a União Europeia (UE) e o G7, para desenvolver sanções eficazes contra aqueles que ameaçam a integridade territorial e autonomia da Ucrânia. Isso inclui empresas de outros países que apoiam a Rússia na guerra.

Entre as propostas, está o estabelecimento de um teto de preço efetivo para o petróleo russo e outras medidas para impedir que Moscou escape das sanções já aplicadas pela UE. O foco é atingir a economia russa e os lucros da venda de petróleo, afetando a máquina de guerra do presidente Vladimir Putin.

A iniciativa surge em um momento de crescente impaciência dos líderes europeus com a relutância de Trump em enfrentar Putin. O objetivo é que a perspectiva de sanções a países que apoiam Moscou possa pressionar o presidente americano a ampliar as sanções contra o Kremlin.

Embora não cite países específicos, o documento alerta governos que mantêm comércio com Moscou sobre o risco de sanções. Instituições da Índia e da China já sofreram medidas limitadas por seu apoio à Rússia, mas a UE é cautelosa em aplicar sanções a terceiros.

Se as sanções secundárias forem adotadas, o Brasil poderá ser afetado, visto que é um grande importador de diesel e fertilizantes russos. Ministros da UE se reúnem em Copenhague para discutir um novo pacote de medidas contra o Kremlin.

A urgência da situação aumentou após um ataque russo a Kiev que resultou na morte de ao menos 23 pessoas, a segunda ofensiva mais mortal desde o início do conflito.

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