Alemanha lidera resistência às tarifas de Trump: 'Não cederemos'
Alemanha e outras potências reagem com firmeza às novas tarifas impostas por Trump, prometendo retaliações. O ministro da Economia alemão enfatiza que não cederão e que é necessário mostrar força diante das medidas comerciais dos EUA.
Trump impõe tarifas de 25% sobre carros importados
A Alemanha declarou que "não cederá" e a Europa deve "responder com firmeza" após o anúncio de Donald Trump sobre tarifas de 25% em importações de automóveis e peças, válidas a partir de 2 de abril.
Trump afirmou que as tarifas perdem força se os carros forem fabricados nos EUA. A França considera a medida uma "notícia muito ruim" e o Canadá um "ataque direto". A China acusa os EUA de violar regras comerciais.
As ações de montadoras como Porsche, Mercedes e BMW caíram em resposta ao anúncio. Trump ameaçou tarifas "muito maiores" se os países europeus colaborarem com o Canadá para prejudicar a economia dos EUA.
As tarifas podem aumentar os custos de veículos entre US$ 4 mil e US$ 10 mil, segundo analistas. O México é o maior fornecedor de automóveis aos EUA, seguido da Coreia do Sul, Japão, Canadá e Alemanha.
O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, pediu uma resposta firme da União Europeia para mostrar autoconfiança. O ministro das Finanças da França, Eric Lombard, defende ações retaliatórias.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, criticou as tarifas e afirmou que ainda há discussões sobre opções comerciais. A indústria automobilística do Reino Unido expressou descontentamento e destacou um potencial aumento nas compras de produtos chineses devido à situação.
A China e o Japão alertaram para o impacto negativo nas relações econômicas com os EUA, e a Hyundai anunciou um investimento de US$ 21 bilhões nos EUA antes do anúncio das tarifas.
A Bosch, por outro lado, mantém a confiança no mercado americano e planeja expandir seus negócios na região.