Alexandre de Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina
Moraes arquiva investigação por falta de provas contra Jair Bolsonaro e outros envolvidos na suposta fraude de cartão de vacina. O procurador-geral da República destacou que a delação do tenente-coronel Mauro Cid não foi corroborada por evidências suficientes.
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou investigação contra Jair Bolsonaro por suposta fraude em cartão de vacina.
A decisão foi baseada em pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não encontrou provas suficientes. Moraes ressaltou que a legislação proíbe denúncias fundadas apenas em declarações de colaboradores.
A denúncia principal veio da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, excluindo o ex-presidente e o deputado Gutemberg Reis da investigação. Outros investigados sem cargo oficial serão enviados à primeira instância.
Em março do ano passado, Bolsonaro, Reis e Cid foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos.
Gonet destacou que, apesar de Cid afirmar que atuou a mando de Bolsonaro, sua versão não foi corroborada por provas ou outras testemunhas, inviabilizando a denúncia.
A apuração contrasta com a investigação da trama golpista, em que a delação de Cid teve apoio de provas autônomas, conforme mencionado por Gonet.
Bolsonaro, em suas redes sociais, criticou o inquérito das vacinas como “frágil” e uma tentativa de manchar sua imagem. O arquivamento da investigação foi considerado esperado entre membros do STF e no meio político.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, celebrou o arquivamento, afirmando que o caso carecia de provas e desejou que outras investigações sigam o mesmo caminho.