Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de Léo Índio
Prisão preventiva de Léo Índio é autorizada após fuga para a Argentina. Decisão do STF ressalta descumprimento de medidas cautelares e a gravidade das acusações contra ele.
Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo dos filhos de Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (2), atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que alegou que Léo Índio fugiu para a Argentina após se tornar réu pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O procurador destacou: “A evadido para a Argentina, Léo Índio descumpriu medida cautelar, evidenciando desrespeito à lei penal.”
Moraes afirmou que a fuga do Brasil demonstra a necessidade da prisão para assegurar a aplicação da lei penal.
A defesa de Léo Índio confirmou sua presença na Argentina, mas não explicou os motivos da viagem. Foi apresentado um documento que atesta sua permanência provisória no país até junho, com endereço em Puerto Iguazú.
Em 19 de janeiro, todos os passaportes de Léo Índio foram cancelados e, em 1º de março, a Polícia Federal solicitou a destruição do documento.
Em fevereiro, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra ele, que é acusado de:
- Associação criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça.
Léo Índio foi filmado participando dos atos de 8 de janeiro.