Aliados de Bolsonaro ligam mensagens a julgamento, tentam conter desgaste e falam em resposta no 7/9
Aliados de Bolsonaro tentam recuperar unidade diante de rachas internos e proximidade de julgamento no STF. Estrategicamente, um foco na mobilização do 7 de Setembro busca reforçar a força do bolsonarismo e conter danos.
Desgaste do bolsonarismo intensifica operações para conter danos após divulgação de mensagens da Polícia Federal.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) tentam retomar unidade política em meio à preocupação com julgamento no STF no próximo dia 2.
A tese é que a divulgação das investigações é uma manobra política, visando expor rachas no grupo. Mensagens que envolvem Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia seriam exemplos de vazamento seletivo.
A estratégia inclui aumentar a pressão para os atos do 7 de Setembro, apesar das revelações sobre movimentações financeiras de Bolsonaro, que somaram cerca de R$ 44,3 milhões entre março de 2023 e junho de 2025, segundo a PF.
Em resposta às mensagens, aliados de Bolsonaro chamaram as conversas de "fofoca". O senador Flávio Bolsonaro criticou o ministro Alexandre de Moraes, alegando manipulação de opinião pública.
Eduardo Bolsonaro enviou um vídeo para Malafaia reforçando apoio, enquanto o governador de SP defendeu que a situação era uma "conversa privada".
Reservadamente, aliados afirmaram que desavenças são normais, mas a união em torno de Bolsonaro continua, mesmo com possíveis acusações que podem resultar em mais de 40 anos de prisão.
O discurso é de manter a militância unida para mobilizações expressivas em 7 de Setembro, com Malafaia assumindo papel central nos organizadores dos atos.
Apesar de manifestações menores recentemente, os bolsonaristas acreditam que o suporte de aliados internacionais, como Donald Trump, pode ajudar nas retaliações a ministros do STF.