Alvos de operação são parceiros do Master, e Reag administra fundo que é dono de casa usada por Vorcaro
Operação contra PCC revela fragilidades do Banco Master em meio à venda para o BRB. Mais da metade dos fundos do banco está sob gestão de empresas investigadas, levantando dúvidas sobre a negociação.
Mais da metade dos fundos do Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, estão sob a gestão de Trustee DTVM e Reag Investimentos, empresas alvo de operações contra o PCC e outras facções.
A operação evidencia fragilidades do Master, em análise pelo Banco Central devido à negociação com o BRB (Banco de Brasília).
Levantamento aponta que 18 dos 34 fundos do Master são administrados por Trustee e Reag, principais parceiras do banco.
A assessoria do Master ressaltou que a Reag é uma prestadora de serviços e que o Master é apenas um entre seus muitos clientes.
A relação de Vorcaro com as duas empresas é próxima. Seu imóvel em Brasília, de R$ 36 milhões, está associado à Reag, que gerencia cinco fundos do banco.
O Will Bank, parte da venda do Master para o BRB, foi adquirido em conjunto com a Reag. No entanto, as ações da Reag caíram mais de 12% na B3 devido à investigação.
A Trustee DTVM, administradora de 13 fundos do Master, pertence a Maurício Quadrado, ex-sócio do banco, que agora comanda o BlueBank.
Análises recentes da CVM indicaram que a compra de ações da Ambipar por fundos da Trustee foi uma "troca de favores", levando a um aumento significativo no valor das ações.
A Trustee, que renunciou à administração de fundos antes da operação, afirmou decisão de compliance.
A venda do Master ao BRB enfrenta desconfiança sobre práticas de venda de CDBs utilizando o FGC.
Recursos captados foram usados para ativos de risco, como precatórios, considerados incertos por críticos.
A operação Carbono Oculto mobilizou 1.400 agentes em 8 estados nesta quinta-feira, buscando desarticular o crime organizado no setor financeiro.