Americanas deixou UTI, mas só vai voltar a correr após sair do hospital, diz CEO
Leonardo Coelho detalha estratégias para recuperação da Americanas após fraude contábil e reestruturação de dívida de R$ 50 bilhões. O CEO destaca a importância de foco em resultados e fortalecimento da operação para retomar a credibilidade da companhia.
Gestão da Americanas, liderada por Leonardo Coelho, visa recuperação após escândalo de fraude e dívida de R$ 50 bilhões.
Coelho, CEO desde fevereiro de 2023, enfatiza simplicidade e disciplina financeira para resgatar a credibilidade da empresa.
A Americanas enfrentou desafios grandes, incluindo a renegociação de dívidas com 10.000 credores e a volta ao controle de investidores bilionários.
Em entrevista, Coelho comparou a situação a uma caminhada gradual para recuperação: “A Americanas deixou a UTI.”
No quarto trimestre, as ações caíram 25% em resposta a resultados financeiros negativos, com dívida bruta de R$ 1,8 bilhão e queda de 5,1% no GMV.
A empresa planeja fechar lojas com baixo desempenho, totalizando atualmente cerca de 1.600 unidades.
Destaques positivos em categorias com margem alta incluem alimentos, bebidas e categorias como moda íntima e celulares.
Coelho afirma que, em fevereiro de 2026, o juiz decidirá sobre a possível saída da recuperação judicial, dependendo da melhoria contínua dos resultados.
- Americanas planeja um novo programa de fidelidade e produtos de crédito.
- Vendas da licença da fintech Ame ainda estão sendo consideradas.
- Fechamento de lojas continuará baseado na performance.
Enquanto a Americanas se reestrutura, o foco permanece em recorrência de compras e produtos de baixo tíquete.