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Americanos não acharam morador da Groenlândia que recebesse segunda-dama dos EUA, diz mídia

Tentativa de Usha Vance de se encontrar com moradores de Nuuk falha, gerando mudanças nos planos da visita. A população da Groenlândia se manifestou contra as intenções dos Estados Unidos de anexar o território.

Funcionários americanos tentaram, sem sucesso, encontrar um morador em Nuuk, Groenlândia, para receber a segunda-dama dos EUA, Usha Vance. A visita tinha o objetivo de aprender sobre o patrimônio da região.

De acordo com a TV 2, todos os esforços resultaram em respostas negativas. O correspondente Jesper Steinmetz informou que a população rejeitou a visita com a frase: 'Não, obrigado'.

O gabinete de Vance mencionou que a segunda-dama participaria da Avannaata Qimussersu, tradicional corrida de trenós puxados por cães. A equipe estava animada para celebrar a cultura e a unidade da Groenlândia.

Contudo, protestos contra a visita e a falha em encontrar um anfitrião resultaram em mudanças de planos. O vice-presidente, J.D. Vance, e sua esposa agora apenas visitarão a base de Pituffik no norte da ilha.

Essa alteração deve evitar protestos, especialmente após manifestações massivas contra os planos de anexação de Trump, que são amplamente desaprovados pela população groenlandesa.

Outra razão para a mudança pode ser a pressão da Dinamarca. A intenção de participar da corrida gerou tensões diplomáticas com Copenhague. O ministro dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, considerou a mudança uma desescalada da situação.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, elogiou a resiliência do povo groenlandês em defesa de sua identidade. "Vocês não se intimidaram", escreveu ela no Facebook.

Trump reiterou sua intenção de adquirir a Groenlândia para segurança nacional, afirmando que o mundo precisa da ilha. O ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, criticou as declarações do presidente americano, considerando-as inadequadas.

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