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Análise | Ação penal do golpe tem documento de ex-comandantes militares criado para não deixar rastros

Ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus são acusados de participar de um golpista, com indícios de apoio das Forças Armadas. Investigação revela a falta de documentação formal sobre nota divulgada em apoio aos manifestantes.

A ação penal do golpe agora inclui 8 réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Um documento importante foi registrado, mostrando como a cúpula das Forças Armadas atuou fora dos ritos formais durante a crise democrática.

Uma nota assinada pelos comandantes das Forças Armadas em 11 de novembro de 2022 reafirmava o comprometimento com a democracia. Essa nota foi parte da denúncia da Procuradoria Geral da República contra Bolsonaro e outros acusados de tentativa de golpe de Estado.

O delator Mauro Cid afirmou que a nota foi encomendada por Bolsonaro para incentivar seus apoiadores acampados em frente aos quartéis, que não aceitavam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

A mensagem começava com um compromisso das Forças Armadas com o Povo Brasileiro, reforçando a harmonia política e social. Após a divulgação, Cid enviou um áudio ao comandante do Exército, elogiando o impacto da carta e sugerindo a convocação de movimentos pacíficos, o que foi interpretado de maneira equivocada segundo o general Freire Gomes.

As investigações continuam, com os ex-comandantes sendo indagados sobre suas motivações. Apesar de tentativas de esclarecer a nota, as Forças Armadas informaram que não há registros documentais que expliquem sua criação. Isso levanta questões sobre a transparência e formalidade nas comunicações militares.

A ausência de documentação pode indicar que a tentativa de golpe ainda não foi completamente revelada, deixando muitas perguntas sem resposta.

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