Análise | BC foi alertado sobre operações do Master fora do padrão do mercado bancário e tentou apertar regras
Banco Central intensifica supervisão após alertas sobre práticas arriscadas do banco Master. A aquisição pelo BRB sugere uma possível intervenção estatal em meio a preocupações com a utilização inadequada do Fundo Garantidor de Crédito.
Alerta do Banco Central sobre o Banco Master
O Banco Central foi alertado sobre operações irregulares do banco Master, levando a uma mudança nas regras da atuação financeira do banco.
O Master, que teve sua parcela comprada pelo banco estatal BRB, usou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para impulsionar a venda de produtos financeiros arriscados. Isso resultou em mais de R$ 45 bilhões em depósitos, um aumento significativo desde 2021.
Após receber alertas, o BC implementou duas medidas para conter práticas irregulares. Entretanto, especialistas acreditam que as regras continuarão laxas sob a direção do ex-presidente Roberto Campos Neto.
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que a compra foi técnica, visando ativos que melhorem o desempenho do banco. No entanto, há uma suspeita de que a inclusão do BRB no negócio visa socorrer o banco privado.
A partir de 2021, o BC exigiu que os bancos que usam o FGC para captação excessiva contribuam mais para o fundo, que agora modera a emissão de CDBs.
A tendência de bancos menores captarem recursos abusivamente gerou preocupações no governo sobre a estabilidade financeira.
- Estudo identificado que bancos menores responderam por 24% das aplicações com garantia do FGC.
- Uma emenda propôs aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, gerando contendas entre associações bancárias.
- Essas mudanças visavam aumentar a competitividade, mas foram rechaçadas por diversas associações do setor.
O dono do banco Master defendeu a criação de salvaguardas para evitar riscos sistêmicos e cobrou ações governamentais em caso de crises financeiras.