Análise | Bolsonaro não demitiu general Freire Gomes porque teria de fazer o mesmo com o Alto Comando
A resistência do Alto Comando do Exército impediu a execução de um golpe tentado por Jair Bolsonaro, revelando a complexidade da situação política e militar no Brasil. Enquanto o ex-presidente buscava justificativas legais, as operações psicológicas e a desestabilização interna demonstram a fragilidade da democracia e a necessidade de vigilância constante.
Bolsonaro evita demitir general Freire Gomes do Comando do Exército por temor de ter que afastar o Alto Comando, que apoiava o general. A intervenção militar planejada no governo foi interrompida pela lealdade das tropas à legalidade.
Os planos de golpe, que envolviam a prisão de ministros e intervenções em instituições, foram registrados em comunicações apreendidas pela Polícia Federal. Bolsonaro argumenta que suas ações estavam dentro da lei, propondo estados de sítio e de defesa para justificar o uso de força militar, o que é considerado uma meia-verdade.
Entre 7 e 14 de dezembro, novas propostas de golpe foram feitas, mas os generais se recusaram a participar. No contexto, tentativas de desacreditar o Alto Comando e fomentar a indisciplina ocorreram, conforme documentado.
A resistência militar à sublevação se contrasta com as tentativas da direita em 2022. Bolsonaro busca evitar consequências legais, enquanto políticos como o senador Mourão minimizam as tentativas golpistas.
O processo judicial sobre o golpe deve ser conduzido no tribunal, não no Congresso. Anistias anteriores geraram resultados negativos nas Forças Armadas. A situação ressalta a necessidade de equilíbrio e cautela para proteger a democracia no Brasil.