Análise da PGR sobre nova denúncia contra Bolsonaro e Eduardo deve ser mais rápida
PGR deve analisar rapidamente indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro. A investigação apura crimes de coação e tentativa de obstrução do Estado Democrático de Direito.
Análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre novos indiciamentos de Jair e Eduardo Bolsonaro deve ser rápida.
A Polícia Federal (PF) indiciou ambos no dia 20 de setembro e enviou o caso à PGR, que decidirá entre denunciar ou arquivar o processo.
O inquérito foi aberto a pedido da PGR, permitindo que o órgão conheça bem o caso e acompanhe a investigação, o que pode acelerar a decisão.
De acordo com a PF, Jair e Eduardo Bolsonaro são acusados de coação no curso do processo e abolição do Estado Democrático de Direito. Eles supostamente tentaram interferir em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação começou em maio, quando o procurador-geral Paulo Gonet apontou ações de Eduardo para obstruir o funcionamento de instituições, como o STF.
Gonet destacou que Eduardo atua com “motivação retaliatória” e “tom intimidatório”, visando obstruir investigações contra bolsonaristas.
Um ponto importante é que Jair Bolsonaro admitiu ser o “responsável financeiro” de Eduardo nos EUA.
As investigações revelaram suspeitas de lavagem de dinheiro: Jair transferiu R$ 2,1 milhões a Eduardo e R$ 2 milhões a sua esposa, Michelle.
A PF afirma que os pagamentos a Eduardo financiaram ações contra o governo brasileiro, enquanto a quantia destinada a Michelle visava evitar o bloqueio de suas contas.
Em resumo, Jair Bolsonaro recebeu em suas contas R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024.