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Análise | Obsessão de Lula por gasto reduz poupança, pressiona os juros e diminui PIB potencial do País

A visão do presidente Lula sobre consumo como motor da economia pode resultar em desafios para a formação de poupança e o crescimento sustentável. O déficit público crescente e a queda na taxa de poupança ressaltam a necessidade de uma nova abordagem para impulsionar investimentos e controlar a inflação.

Presidente Lula demonstra obsessão pelo gasto, tanto público quanto privado. Uma questão que persiste é: como seria o Brasil se ele compreendesse a importância da formação de poupança para reduzir o custo do crédito e acelerar o PIB?

Lula vê o consumo como o principal motor econômico, o que se reflete nos gastos de seus três mandatos. Entre 2003 e 2010, a despesa do Tesouro cresceu em média 9,6% ao ano, com um aumento de 12,45% em 2023, após a aprovação da PEC da Transição.

Essa crescente despesa foi possível devido ao aumento das receitas, mas agora sinais de fadiga na arrecadação indicam um déficit no governo, levando a uma poupança pública negativa e menos recursos disponíveis para o setor privado, fazendo os juros subirem.

Dados do IBGE mostram que a taxa bruta de poupança caiu para 14,5% do PIB no quarto trimestre de 2024, o menor número desde 2019. Comparações internacionais do Banco Mundial revelam que o Brasil está abaixo da média mundial.

No âmbito microeconômico, o consignado privado estimula a competição, mas seu anúncio como estímulo ao consumo gera contradições. A ministra Gleisi Hoffmann promoveu o programa com a frase: “Apertou o orçamento? Tome o empréstimo do Lula”. É preferível aconselhar um reequilíbrio orçamentário.

O programa Pé-de-meia visa estimular a poupança dos estudantes, mas financiará por meio de déficit público e carece de recursos garantidos no orçamento. Sem poupança, o investimento não é sustentável, e o PIB potencial diminuirá cada vez mais.

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