Análise: Operações mostram que fake news do Pix ajudou crime organizado
Crise das fake news sobre o Pix prejudica fintechs e fortalece criminalidade econômica. A Receita Federal busca retomar regulamentações para aumentar a transparência e combater o uso indevido das instituições de pagamento.
Crisis das Fake News e Pix: A área econômica lamenta prejuízos devido a fake news sobre o Pix, que impactaram o controle das fintechs.
As operações Carbono Oculto e Tank foram deflagradas para desarticular a lavagem de dinheiro pelo crime organizado.
Em setembro do ano passado, a Receita Federal editou a Instrução Normativa 2219/24 para incluir fintechs nas mesmas regras dos bancos.
Após a divulgação, fake news alegaram que a norma visava taxar o Pix e quebrar o sigilo de pequenos negócios. O governo, sob pressão política, revogou a norma.
Em janeiro, uma Medida Provisória proibiu lojas de cobrar adicional por vendas via Pix, mas não foi votada e perdeu vigência em junho.
A IN 2219/24 é vista como essencial pela Receita, que indica que as fintechs aproveitam brechas na legislação. A falta de obrigações de relatar operações financeiras é um dos problemas destacados.
As operações atuais devem pressionar o Congresso Nacional, que analisa três projetos de lei sobre devedores contumazes e punições ao crime organizado econômico.
Essas propostas, com apoio de grandes empresas, visam combater a concorrência desleal e retomar a discussão sobre o tema.