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Análise | Para a economia global, além de mais inflação, o tarifaço de Trump é uma bomba atômica

A guerra comercial entre os Estados Unidos e diversas nações gera dúvidas sobre o impacto nas tarifas e no comércio global. O Brasil, que se vê em meio a esse cenário, poderá explorar novas oportunidades comerciais enquanto navega por um ambiente de incertezas econômicas.

Alívio inicial para o Brasil: os principais alvos das novas tarifas dos EUA são China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã.

A tarifa recíproca média para produtos brasileiros será de 10%, a mais baixa a ser cobrada.

Do ponto de vista global, o tarifaço representa uma bomba atômica para ao menos 100 países. A uniformidade desta tarifa ainda é incerta, e muitos países já anunciaram represálias.

O presidente Donald Trump espera um fluxo de novos investimentos e a “libertação” da indústria americana, alegando que os EUA foram roubados por décadas.

Estimativas indicam que as receitas do tarifaço podem variar entre US$ 600 bilhões e US$ 1 trilhão por ano, alterando a função das tarifas de reguladores a arrecadadoras.

A reação do governo brasileiro ainda é incerta, com o ex-embaixador Rubens Barbosa sugerindo cautela antes de tomar decisões. O Brasil deve se resguardar até que a situação se estabilize.

Essa guerra comercial pode favorecer o Brasil, permitindo a ocupação de novos espaços comerciais e a continuidade das exportações de commodities como alimentos, petróleo e minérios.

É provável que surjam novos acordos entre Brasil, Mercosul, União Europeia e Japão, principalmente agora que o presidente Lula mostra maior abertura ao livre-comércio.

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