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ANÁLISE: Turquia expõe o risco de uma guinada autoritária global sob Trump

A prisão de Ekrem Imamoglu reflete uma crescente repressão política na Turquia, enquanto Erdogan se consolidada no poder. A falta de ação dos EUA pode desencadear uma tendência autoritária em outros países.

Presidentes autoritários em foco: A célebre frase de Erdogan sobre democracia, ao prender o líder opositor Ekrem Imamoglu, sugere uma guinada autoritária na Turquia.

A prisão de Imamoglu, acusado de corrupção e ligações com o PKK, desencadeou protestos e turbulência econômica. A lira turca caiu 3,5%, e a Bolsa de Istambul retrocedeu 12,5% desde 19/03.

Imamoglu, prestes a ser candidato à Presidência, recebeu 15 milhões de votos em uma prévia. Ele já enfrentava assédio político, com condenações e a anulação de seu diploma pouco antes da prisão.

Essa prática de prisão de opositores se alinha a estratégias de líderes como Maduro e Putin, refletindo um padrão autoritário.

Erdogan, no poder desde 2003, transformou a Turquia em um regime presidencialista, concentrando poder. Apesar da inflação elevada, sua popularidade está em declínio após derrotas eleitorais.

A Falta de reação dos EUA à escalada autoritária em Turquia gera preocupações. A administração Trump, admiradora de líderes autoritários, não tem pressionado por democracias.

A Turquia, membro estratégico da OTAN, pode ser vista sob uma perspectiva cautelosa pelos aliados ocidentais, que preferem evitar conflitos diretos.

Um apoio tácito a Erdogan pode instigar outros regimes autoritários globalmente, como visto em tentativas golpistas na Coreia do Sul e no Brasil.

O momento atual prenuncia riscos para a democracia mundial, com o potencial de uma onda autoritária fortemente inspirada na falta de oposição externa.

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