Anna Bella Geiger: “Não é um trabalho geopolítico, é geopoético”
Anna Bella Geiger reflete sobre sua jornada artística e as influências que moldaram sua carreira. A artista, pioneira na gravura e na experimentação, continua a desafiar fronteiras e a reinvenção criativa aos 91 anos.
Arte, longevidade e coragem
Anna Bella Geiger, em sete décadas de carreira, destaca-se no pioneirismo e na experimentação da arte brasileira, com sua obra sendo reconhecida no MAM e no MoMA.
No episódio de The Business of Life, ela conversa com Nilton Bonder e revisita sua trajetória desde a juventude no Rio de Janeiro.
Nascida em 1933, filha de imigrantes poloneses, teve como mestra a artista Fayga Ostrower. Em 1953, participou da primeira exposição de arte abstrata do Brasil, ao lado de Lygia Clark. Posteriormente, afastou-se do movimento, buscando sua própria voz.
Nos anos 60, após viver em Nova York, concentrou-se na gravura em metal, consolidando sua carreira. Em diálogo com seu marido, Pedro Pinchas Geiger, abordou temas como mapas, identidade e poder.
A década seguinte marcou seu experimentalismo com vídeo, fotomontagens e arte postal. Com mais de 250 exposições em renomadas instituições como MoMA, Centre Pompidou, Tate Modern e MASP, Anna Bella se tornou uma referência da arte latino-americana.
Aos 91 anos, ela continua a produzir, explorando corpo, memória e linguagem, reafirmando que a arte é um ato de coragem e reinvenção.
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