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Anthropic fecha acordo em ação de escritores dos EUA que alegavam violação de direitos autorais

Anthropic fecha acordo sobre ação coletiva que a acusava de violar direitos autorais de autores americanos. O pacto surge em meio a crescentes disputas sobre a legalidade do treinamento de IA com conteúdos protegidos.

Anthropic resolve ação coletiva sobre direitos autorais

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou, nesta terça-feira (26), que chegou a um acordo em uma ação coletiva movida por autores americanos que alegavam violação de direitos autorais no treinamento de sua IA.

Em decisão anterior, um juiz da Califórnia indicou que a Anthropic pode ter baixado ilegalmente até 7 milhões de livros de sites piratas, potencialmente levando a bilhões de dólares em indenizações.

O advogado dos autores, Justin Nelson, declarou que "este acordo histórico beneficiará todos os membros da ação coletiva". Detalhes do acordo devem ser divulgados nas próximas semanas.

A ação foi uma das várias contra empresas de IA, como OpenAI, Microsoft e Meta Platforms, sobre o uso de materiais protegidos.

Os escritores Andrea Bartz, Charles Graeber e Kirk Wallace Johnson alegaram que a Anthropic utilizou livros pirateados para treinar seu assistente de IA Claude, sem permissão ou compensação.

As empresas defendem que o uso é "justo" para a criação de conteúdo novo. Entretanto, o juiz William Alsup concluiu que, apesar de uso justo, a empresa violou direitos ao armazenar livros piratas em uma "biblioteca central".

Um julgamento estava previsto para dezembro para determinar as indenizações pela pirataria. A lei dos EUA permite que infrações intencionais de direitos autorais resultem em indenizações de até US$ 150 mil por obra.

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